O termo inclusão origina-se da palavra latina inclusione que significa o ato ou efeito de incluir, ou seja, adicionar, somar, agregar. No caso aqui se trata de agregar ou incluir pessoas portadoras de deficiência ao ensino regular. Já segundo o dicionário Aurélio, a palavra inclusão significa “relação de pertencimento.” Ou seja, os seres humanos deveriam, de acordo com o que entende por inclusão social dos portadores de necessidades educacionais, estar incluídos na sociedade por uma relação de pertencimento baseada no princípio da igualdade. O que se percebe atualmente é um processo voltado mais para a integração dos deficientes, que um processo de inclusão, já que instituições de ensino acreditam que o aluno deva se adaptar ao meio em que será integrado, sem que aquelas se preparem para recebê-lo como aluno. Sassaki (1998) considera a inclusão e a integração como formas de inserção, mas mostra que são distintas. Para o autor, “É comum em uma sociedade inclusiva que se pense na integração como um processo de inclusão, ou que se tratem inclusão e integração como conceitos antagônicos”.
Segundo o autor, o processo de inclusão dos deficientes é a modificação da sociedade para torná-la capaz de acolher todas as pessoas, ou seja, para que ocorra a inclusão, é necessário que as instituições de ensino estejam aptas a receber o alunado especial, não apenas adaptando a acessibilidade e o material pedagógico, mas havendo também um aperfeiçoamento das técnicas de ensino, auxiliando positivamente na relação entre o deficiente e seus mestres. Já o processo de integração, para Sassaki, é a busca por tornar a pessoa apta para satisfazer os padrões do meio social, sem a intervenção da escola no processo de adaptação do deficiente a ela, conforme já dito anteriormente. O processo de inclusão do deficiente é o horizonte a ser trilhado pela Educação Especial, haja vista que este é importante pelo relacionamento e a aceitação do deficiente na sociedade, bem como sua inserção no mercado de trabalho. O processo de inclusão, segundo Jannuzzi, “depende da organização social em seu conjunto, considerada a sua base material, ou seja, o modo como a produção é organizada e tem a ver com as descobertas das diversas ciências, com as crenças e as ideologias”. Isto significa que é necessária a organização da sociedade para receber os portadores de necessidades especiais educativas e que estes também sejam participantes desse processo de inclusão no ensino regular. A participação de cada parcela da sociedade é imprescindível para que as transformações continuem a ocorrer em prol dos excluídos do processo educacional. Segundo Ana Sheila de Uricoechea o termo nos parece bastante desafiante, pois, segundo Foucault (1987), a sociedade moderna desenvolveu uma série de mecanismos de controle e punição dos desviantes. Da mesma forma foi constituído um forte esquema de identificação das pessoas, de modo que as mesmas possam ser facilmente reconhecidas quando se afastam dos padrões de normalidade socialmente aceitos. Inclusão é o termo que se encontrou para definir uma sociedade que considera todos os seus membros como cidadãos legítimos.
Questionamento final: o deficiente está de fato incluído socialmente?
sábado, 10 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
MICRI, A CALOPSITA
Lembrarei com enorme alegria os momentos que estive ao lado da minha calopsita Micri. Ele foi um grande amigo da família, sempre alegre, assoviando o hino nacional todas as manhãs. Foi um grande companheiro meu, de meu irmão e de minha mãe, trazendo muita animação para a casa. Sei que não foi proposital, mas o importante é que a existência do Micri foi positiva para todos nós. Gostava bastante deste lindo animalzinho, sempre alegre para nos motivar. Que sua alma esteja em paz.
terça-feira, 9 de março de 2010
O GRANDE(IOSO)SERTÃO:VEREDAS
Após a leitura de Grande Sertão: Veredas, do mineiro João Guimarães Rosa, constatei que o mesmo é um dos melhores livros que já em toda minha vida de estudante. Deste modo, resolvi relatar minhas impressões acerca deste maravilhoso romance da geração literária pós 45. Trata-se de um clássico que relata de forma peculiar a trajetória da personagem Riobaldo, um homem que decide fugir da cidade grande, após o envolvimento de seu suposto pai Selorico Mendes com uma mulher, para se tornar jagunço no sertão mineiro no final do século XIX, com o objetivo de lutar pelo chefe Zé Bebelo, além de afirmar sua individualidade, de forma exclusiva e peculiar, enfatizando também os momentos de conflitos amorosos sofridos pelo narrador ao longo da trama, principalmente no que refere ao “romance” que tem por Diadorim, ao mesmo em que lembra dos relacionamentos que teve com outras mulheres ao longo da vida, com destaque para Otacília, com quem se casa posteriormente. Vale destacar ainda as viagens que Riobaldo realizou com o grupo de jagunços no norte de Minas Gerais, Goiás e início da Bahia. Primeiramente percebe-se o uso da primeira pessoa, como forma de dialogar com o leitor, para que o último reflita a respeito do que o narrador nos conunica ao longo do romance. Para mim, esta é a característica fundamental da narração. Outro aspecto interessante de ser lembrado são os flashbacks de Riobaldo, presentes de forma cinematográfica, dando a impressão de estarmos assistindo a vida do protagonista. Em muitos momentos, me emocionei bastante com os relatos de Tatarana, para os mais íntimos. Destaco assim a passagem que acredito ser a mais bonita ao longo deste ícone da literatura brasileira. Trata-se do momento em que Riobaldo, ainda na infância, passa por um rio no interior de Minas e avista um garoto chamado Reinaldo. A partir daí ambos se tornam grandes amigos, mas a distância os separou por longo período de tempo. Ambos se encontrariam na fase, já na condição de jagunços. Quanto à descrição da natureza, esta é muito bem feita pelo narrador, principalmente no que se refere ao relevo, hidrografia e animais, dentre eles o tão comentado manuelzinho-da-crôa. Outros pássaros também são citados ao longo da trama, com ênfase no som que os mesmos emitem. No que tange as relações amorosas de Riobaldo, nota-se que ocorrem de forma conflitante por parte do protagonista. Percebe-se que o interesse principal de Riobaldo por Diadorim é conflituoso, pois ao mesmo em que Tatarana deseja demonstrar seu afeto por Diadorim não o faz, por devaneios de mulheres com quem o rapaz teve relacionamentos quando mais jovem. Ou seja, Riobaldo tem dificuldades de decisão no que se refere assumir uma relação conjugal com Diadorim ainda na condição masculina, já que o protagonista também ama Otacília. Eis aqui uma primeira reflexão sobre este grande clássico.
terça-feira, 2 de março de 2010
CREPÚSCULO-RESENHA DO LIVRO

Encontrei um resumo muito interessante da Wikipedia sobre o livro "Crepúsculo". Resolvi fazer uma tradução, já que minha profissão é essa.
Isabella “Bella” Swan muda da ensolarada Phoenix,Arizona para a chuvosa Forks,Washington, com o objetivo de morar com seu pai, Charlie, enquanto sua mãe Renée viaja com seu novo marido Phil Dwyer, um jogador de beisebol de uma liga menor. Bella atrai muita atenção em sua nova escola e rapidamente tornou-se amiga de alguns colegas de classe. Para sua consternação, vários meninos competem pela atenção tímida de Bella.
Quando Bella está sentada próximo de Edward Cullen no primeiro dia da garota na escola, Edward se sente totalmente repelido por ela. Ele desaparece por alguns dias, mas aquece Bella em seu retorno; a nova relação atinge o clímax quando Bella é quase atropelada por uma van de um colega de classe. Desafiando aparentemente as leis da física, Edward salva a vida da garota quando ele instantaneamente aparece ao lado dela e pára a van com as próprias mãos.
Bella fica determinada a descobrir como Edward salvou sua vida, e constantemente o atormenta com perguntas. Após enganar um amigo da família, Jacob Black, para dizer-lhe sobre as lendas locais tribais, Bella conclui que Edward e sua família são vampiros que bebem sangue de animais não humanos.
O relacionamento de Bella e Edward é perturbado quando outra multidão de vampiros faz varreduras em Forks. James, um vampiro caçador que fica intrigado com a relação dos Cullens com seres humanos, quer caçar Bella por esporte. A tentativa de Cullens de confundir o perseguidor acaba a desmembrando a relação de Bella e de Edward, e Bella é levada a um hotel em Phoenix para se esconder. Lá, Bella recebe uma ligação telefônica de James, que afirma estar a segurar a mãe da moça em cativeiro. Depois que a mãe é morta, Edward, junto aos demais Cullens, salva Bella e derrota James. Quando eles(os Cullen) percebem que James havia mordido umas das mãos de Bella, Edward suga o veneno da corrente sanguínea de Bella com sucesso e a impede de se tornar um vampiro, após a mesma ser levada para um hospital. Voltando para Forks, Bella e Edward assistem ao baile de formatura da escola e Bella expressa para o rapaz o desejo de tornar uma vampira mais Edward recusa a idéia.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
A OBRA LITERÁRIA NO CONTEXTO DA DEFICIÊNCIA
Desde os tempos mais remotos, a deficiência é abordada em várias obras literárias como forma de demonstrar o imaginário da inclusão de personagens na maioria das vezes marginalizados socialmente. De acordo com Silva (2005), falar em imaginário da inclusão, não só em literatura, pressupõe o sentido ideológico oposto de exclusão, que hegemonicamente permeia as relações humanas, refletindo-se em manifestações artísticas e da cultura em geral. Tanto é verdade, que só questionamos sobre inclusão em função de situações concretas de exclusão de várias ordens e de causas tão diversas — econômicas, políticas, religiosas, entre outras — cuja averiguação não caberia investigar no momento, tendo em vista a especificidade do olhar estético ora lançado à projeção desse imaginário. As representações simbólicas, segundo a autora, representam as condições dos indivíduos excluídos dos grupos sociais considerados “normais”. Tais representações manifestam-se em número maior que o otimismo de situações vivenciadas com êxito ou que ultrapassam os obstáculos da vida das personagens nas obras literárias. No entanto, percebe-se que a ocorrência de personagens ficcionais com conflitos solucionados nas estórias de forma autônoma e independente é quase inexpressiva. Para superar os conflitos das personagens em momentos de fraqueza, foram inseridos príncipes encantados, fadas, gênios, considerados forças sobrenaturais, que agem como interventores das personagens indefesas e submissas a situações de exclusão social, como é o caso da Chapeuzinho Vermelho, da Cinderela e da Branca de Neve, que chegam a um final feliz.
PERSONAGENS PSICOLÓGICOS(GIULIANO)-DIÁRIO PESSOAL-08/02/2010
Cada pessoa tem uma personagem que atua em determinado momento do dia. Eu sempre tenho um ou vários que predominam durante o dia. A idéia deste relato é caracterizar as diversas e interessantes facetas da minha personalidade.
Carmo da Costa: Leitor, escritor, criador, mais responsável, valoriza a profissão, transforma sentimento em escrita literária e cumpre as tarefas.
O Disperso: Apaixonado, cria um mundo paralelo/fantasioso, tem sentimento, mas não transita,não aproveita as paixões para expressar seus sentimentos e não aproveita o que tem de bom. Menos responsável com suas tarefas e compromissos. Só vive a paixão/o momento, mais nada. Não cuida muito de sua saúde/seu peso. Só faz o que gosta. Não cria textos e não lê como deveria, pois reserva maior parte do tempo para suas paixões/gostos/diversões.
O Balaio-de-gato: Preocupa com os problemas dele E dos outros. Deseja resolver os problemas, mas faz isto de forma confusa.
Estourado: Aquele que não pode ser contrariado, pois se isso acontece perde a razão. Se não o agradar ele estoura. Não aceita críticas. Briga quando é ordenado a cumprir as tarefas. Só a idéia dele que vale. Pensa que está certo quando briga. Xinga.
Compreensivo: Mais compreensivo. Aceita melhor os argumentos e as críticas, para ele tudo está bom, pois concorda com tudo inclusive no que se refere ao cumprimento das tarefas. Procura fazer o melhor para sua vida. Não briga por nada. Não xinga. Mesmo que não concorde com algo, o faz pelo seu pelo seu próprio bem.
O Perfeito: Se cobra muito. Não aceita erros, pois sempre quer acertar tudo para agradar ele mesmo e os outros. Não pode falhar nunca. Se ele falha, chega o Balaio-de-gato e o Estourado. Arrepende-se muito do que fez.
O Emotivo: Ele é o que chora. Emociona-se com os acontecimentos da vida. É o lado que desabafa, não apenas chorando, mas também conversando para tirar as dores do corpo. Tem algo guardado que precisa desabafar.
O Durão: Não chora e não demonstra nenhum em relação à vida. É machão. Chega a ser frio nas atitudes. Para ele, o choro representa fraqueza.
O Medroso: Não enfrenta seus medos, pois se enfrentá-los não estará confortável. Não desce em locais muito acentuados porque tem medo de cair e se acidentar. Faz de tudo para ficar seguro. Quando tem medo fica com o corpo tenso.
Carmo da Costa: Leitor, escritor, criador, mais responsável, valoriza a profissão, transforma sentimento em escrita literária e cumpre as tarefas.
O Disperso: Apaixonado, cria um mundo paralelo/fantasioso, tem sentimento, mas não transita,não aproveita as paixões para expressar seus sentimentos e não aproveita o que tem de bom. Menos responsável com suas tarefas e compromissos. Só vive a paixão/o momento, mais nada. Não cuida muito de sua saúde/seu peso. Só faz o que gosta. Não cria textos e não lê como deveria, pois reserva maior parte do tempo para suas paixões/gostos/diversões.
O Balaio-de-gato: Preocupa com os problemas dele E dos outros. Deseja resolver os problemas, mas faz isto de forma confusa.
Estourado: Aquele que não pode ser contrariado, pois se isso acontece perde a razão. Se não o agradar ele estoura. Não aceita críticas. Briga quando é ordenado a cumprir as tarefas. Só a idéia dele que vale. Pensa que está certo quando briga. Xinga.
Compreensivo: Mais compreensivo. Aceita melhor os argumentos e as críticas, para ele tudo está bom, pois concorda com tudo inclusive no que se refere ao cumprimento das tarefas. Procura fazer o melhor para sua vida. Não briga por nada. Não xinga. Mesmo que não concorde com algo, o faz pelo seu pelo seu próprio bem.
O Perfeito: Se cobra muito. Não aceita erros, pois sempre quer acertar tudo para agradar ele mesmo e os outros. Não pode falhar nunca. Se ele falha, chega o Balaio-de-gato e o Estourado. Arrepende-se muito do que fez.
O Emotivo: Ele é o que chora. Emociona-se com os acontecimentos da vida. É o lado que desabafa, não apenas chorando, mas também conversando para tirar as dores do corpo. Tem algo guardado que precisa desabafar.
O Durão: Não chora e não demonstra nenhum em relação à vida. É machão. Chega a ser frio nas atitudes. Para ele, o choro representa fraqueza.
O Medroso: Não enfrenta seus medos, pois se enfrentá-los não estará confortável. Não desce em locais muito acentuados porque tem medo de cair e se acidentar. Faz de tudo para ficar seguro. Quando tem medo fica com o corpo tenso.
sábado, 21 de novembro de 2009
ESPERANÇA DE LUCIDEZ
Mário tinha acabado de chegar de um grande briga, tudo derrubado. O motivo real da confusão se deu pelo fato de que o rapaz saiu para beber com os amigos em comemoração a sua despedida de solteiro. Sete horas antes, muito alegre, Mário se aprontou as dez da noite e foi encontrar-se com os demais rapazes, em sua maioria colegas de trabalho. A reunião começou muito bem. Os rapazes se cumprimentaram e começaram a beber sem parar. Até então não havia indícios de quebradeira e sangue. A comemoração parecia pacífica. Mário, já alterado, estava muito satisfeito com tudo que presenciara em sua despedida de solteiro. Não demorou muito, começou a confusão. Muito agressivo Mário sempre bebeu e se alterou como de costume. Desta vez não foi diferente. Após ouvir um comentário bastante incômodo a respeito de sua pessoa, Mário já se encontrava muito bêbado e começou a agredir Paulo, antigo colega de turma, que afirma ter visto o primeiro relacionando-se sexualmente com a mulher do amigo. Isto foi o ápice da alteração de Mário, pois o mesmo diz nunca ter ficado com a moça, já que não tinha nenhum interesse amoroso por mulheres de amigos. Paulo, também alterado, mas menos que Mário, pediu para que seu amigo nunca mais o procurasse, pois o primeiro sabia da traição da mulher e do envolvimento de Mário com bebidas e drogas pesadas. Paulão, como era conhecido pelos companheiros, presenciara várias crises do rapaz e sempre procurou ajudá-lo quando mais precisava de auxilio. Na vez anterior, Mário prometeu a seus conhecidos que nunca mais se drogaria e se metesse em confusões tais como a da última reunião com os amigos. Os dois amigos trocaram pontapés e socos. Mário quase acabou com a vida de Paulão. Naquele momento, a polícia já tinha sido contatada por um dos demais amigos de Mário. Mário também desconfiava que Paulo tivesse dado em cima da mulher do mesmo, por isso alterou o comportamento. Após séria intervenção da polícia, Mário foi levado à delegacia e preso na solitária, perdendo direito de estar com demais detentos, sem comida e regalias. O moço, então com 28 anos, foi preso cerca de trinta vezes anteriormente, por conta do uso e tráfico de drogas. Em dois dias, Mário se alterou bastante na cela, tendo que ser transferido para uma clínica de recuperação de narcóticos com o apoio da noiva, muito preocupada com a situação do rapaz. Chegando à clínica, Mário levado na maca sob efeito de tranqüilizantes, pois se tornou muito agressivo e debateu-se na frente da futura esposa, dos amigos e dos policiais. Ninguém entendeu o grau em que a situação se encontrava naquele instante. Desta vez, as crises neurais de Mário estavam mais acentuadas que de costume. A noiva Paula foi chamada pelos paramédicos para relatar detalhadamente o descontrole do rapaz na prisão. Naquele momento, Paula chorava muito, afirmando não aguentar mais viver tal situação com o noivo. A mesma disse que estava tão feliz a véspera do casamento. Tudo parecia estar organizado, a cerimônia, a festa. A presença dos convidados estava confirmada uma semana antes do casamento. Como podia acontecer tal confusão, justo na semana do casamento? As pessoas ali presentes não conseguiam entender o quanto Mário regrediu para o estágio de alteração, como nos anos anteriores. Mas desta vez a loucura havia dominado o cérebro de Mário. Seria o fim de toda esperança de lucidez do rapaz? Como saber o que aconteceria com a vida do rapaz? Era complicado para todos como seria o desfecho de uma história de amor tão perturbado como essa. Era preciso várias intervenções para o rapaz se recuperasse? Ninguém sabia como resolver até então. Uma semana de dilema havia se passado e os resultados não eram os mais esperados. Talvez fosse preciso um ano ou mais para tratar a loucura do rapaz. Não era o que a noiva e os amigos desejavam naquele instante. Todos queriam vê-lo forte, saudável e são. Era demais pedir a Deus paz naquele ciclo de amigos? Onde estava a família para acolhê-lo? Essas eram questões complicadas de responder, pois era uma situação de vida ou morte do rapaz. Em um ano, Mário já estava bem recuperado, graças a persistência do próprio em submeter-se ao tratamento de reabilitação das drogas e do álcool. Naquele período Mário já não estava interessado mais no alcoolismo e no uso de cocaína, tal como das outras vezes em que era usuário dessas drogas pesadas. Mário saiu do vício por um bom tempo, deixando seus amigos e seus esposos despreocupados com a perdição do rapaz. A recuperação durou cerca de dois anos até que Mário foi demitido do emprego de assessoria administrativa de empresa. Com a demissão, o rapaz teve uma queda gradativa pela bebida, o que resultou novamente em transtorno para a esposa. Em um dia que parecia ser o mais normal para o casal transformou-se em guerra. Será que Mário realmente estava disposto a mudar o quadro negativo da sua vida¿ Ou enganou a todos novamente¿ Percebeu-se o quanto era complicado salvar o rapaz do vício, já que o mesmo persistia em beber, se drogar e agredir os mais próximos. Mário desde que nasceu enfrentou problemas familiares. O pai muito agressivo matou a esposa com espingarda, deixando o rapaz, então com dezoito anos, perturbado. O garoto, já revoltado com a atrocidade do pai, sempre desejou vingar a morte da mãe. Com isso, conheceu Paula, uma moça linda,batalhadora,estudiosa e cuidadosa com o corpo. Quando Mário conheceu Paula, o mesmo encontrou o caminho para acabar com a desilusão de viver. Ambos foram se conhecendo até que decidiram se preparar para casar na melhor igreja que encontrassem. O noivado se deu após dois anos de namoro. Até que no dia da despedida de solteiro, Mário se mete novamente em confusão, conforme dito anteriormente. Em conseqüência das brigas homéricas de Mário, o casamento foi cancelado para sempre. Paula decidiu dar um fim naquele romance todo. O rapaz pouco se importou com a separação, já que desconfiava da ex-noiva e devido ao fato de optar pela bebida em detrimento de casar se com a moça. Com o fim do relacionamento, perdeu-se a esperança de recuperação por parte de Mário. Este não teve mais escapatória, ou seja, perdeu a lucidez. Os amigos não mais se encontravam com o rapaz. A situação estava bastante crítica, pois Mário entregou-se aos vícios sem chances reais de recuperação. Durante o restante de sua vida, Mário ficou internado na clínica de recuperação, sem auxílio de amigos. Porém, seu pai reaparece para pagar o tratamento e cuidar do filho. Sem condições de rejeitar, Mário acaba aceitando a interferência daquele que outrora causou os problemas da vida do rapaz. Para que o reencontro entre ambos se desse Paula liga para Sr.Jorge entregando o filho após 10 anos de abandono. O pai do rapaz, após retirar-se do envolvimento em crimes, resolveu compreensivamente assumir o caso do filho. Esta foi a única forma que Jorge encontrou de redimir-se do que fizera com o filho único no passado. Seria este o único a ter esperança de lucidez do filho¿ Poderia até ser que fosse, mas o pai morreu em dois anos de cuidados com o filho. Sem amparo do patriarca, a clínica acolhe definitivamente o rapaz. Entretanto, a lucidez do rapaz perdeu-se no espaço e no tempo, o que se concluiu com a deterioração mental de Mário. Sem escapatória, Mário morreu de overdose.
Assinar:
Postagens (Atom)