sábado, 10 de abril de 2010

ANIVERSÁRIO DE MORTE DO MEU PAI:SEGUINDO SEUS IDEAIS

Um ano se passou desde que meu pai faleceu. Muitas mudanças ocorreram principalmente em minha vida. A principal mudança diz respeito aos meus conflitos psicológicos que antes não eram fáceis de resolver. Assim que o meu mentor morreu, decidi fazer terapia psicológica, que por sinal está bem encaminhada. A importância do tratamento se deu a partir do momento em que impossibilitado psicologicamente de entender a morte de meu pai e de solucionar questões tais como a agressividade, a falta de motivação para continuar estudando e falta de cuidado com a saúde. Tendo em vista tudo o que aprendi com os ensinamentos de meu pai, o auxílio da Ana Paula e de meu irmão e minha mãe( com intercessão de Nossa Senhora Desatodora dos Nós, minha padroeira dos momentos difíceis, que são vários, mas que também são alegres), decidi continuar lendo e estudando, pois fiquei grande parte em casa desde que formei. O resultado da terapia continua positivo. Com o luto também aprendi bastante sobre a perda de um ente querido. Passei a entender melhor a morte, reconhecendo que a vida não dura para sempre e que devo continuar em frente em minhas lutas diárias, assim como meu pai gostaria de me ver fazendo. Não devo desistir diante do prmeiro obstáculo. É com as dificuldades que aprendemos a viver. Fiz umas quatro viagens com meus familiares e não arrependo de ter vivido cada momento, mesmo que meu pai não estivesse fisicamente conosco. Sei que ele nunca nos abandonou e ainda está presente em nossa vida. Quero continuar a lembrar de meu pai como ele sempre foi, um indivíduo educado, responsável e amoroso. Desejo cada vez mais tornar-me como ele, pois só assim viverei de forma mais humana.Meu pai, Você sempre será lembrado e venerado.
Amém,


11/04/2010

INCLUSÃO x INTEGRAÇÃO: ANTAGONISMOS

O termo inclusão origina-se da palavra latina inclusione que significa o ato ou efeito de incluir, ou seja, adicionar, somar, agregar. No caso aqui se trata de agregar ou incluir pessoas portadoras de deficiência ao ensino regular. Já segundo o dicionário Aurélio, a palavra inclusão significa “relação de pertencimento.” Ou seja, os seres humanos deveriam, de acordo com o que entende por inclusão social dos portadores de necessidades educacionais, estar incluídos na sociedade por uma relação de pertencimento baseada no princípio da igualdade. O que se percebe atualmente é um processo voltado mais para a integração dos deficientes, que um processo de inclusão, já que instituições de ensino acreditam que o aluno deva se adaptar ao meio em que será integrado, sem que aquelas se preparem para recebê-lo como aluno. Sassaki (1998) considera a inclusão e a integração como formas de inserção, mas mostra que são distintas. Para o autor, “É comum em uma sociedade inclusiva que se pense na integração como um processo de inclusão, ou que se tratem inclusão e integração como conceitos antagônicos”.
Segundo o autor, o processo de inclusão dos deficientes é a modificação da sociedade para torná-la capaz de acolher todas as pessoas, ou seja, para que ocorra a inclusão, é necessário que as instituições de ensino estejam aptas a receber o alunado especial, não apenas adaptando a acessibilidade e o material pedagógico, mas havendo também um aperfeiçoamento das técnicas de ensino, auxiliando positivamente na relação entre o deficiente e seus mestres. Já o processo de integração, para Sassaki, é a busca por tornar a pessoa apta para satisfazer os padrões do meio social, sem a intervenção da escola no processo de adaptação do deficiente a ela, conforme já dito anteriormente. O processo de inclusão do deficiente é o horizonte a ser trilhado pela Educação Especial, haja vista que este é importante pelo relacionamento e a aceitação do deficiente na sociedade, bem como sua inserção no mercado de trabalho. O processo de inclusão, segundo Jannuzzi, “depende da organização social em seu conjunto, considerada a sua base material, ou seja, o modo como a produção é organizada e tem a ver com as descobertas das diversas ciências, com as crenças e as ideologias”. Isto significa que é necessária a organização da sociedade para receber os portadores de necessidades especiais educativas e que estes também sejam participantes desse processo de inclusão no ensino regular. A participação de cada parcela da sociedade é imprescindível para que as transformações continuem a ocorrer em prol dos excluídos do processo educacional. Segundo Ana Sheila de Uricoechea o termo nos parece bastante desafiante, pois, segundo Foucault (1987), a sociedade moderna desenvolveu uma série de mecanismos de controle e punição dos desviantes. Da mesma forma foi constituído um forte esquema de identificação das pessoas, de modo que as mesmas possam ser facilmente reconhecidas quando se afastam dos padrões de normalidade socialmente aceitos. Inclusão é o termo que se encontrou para definir uma sociedade que considera todos os seus membros como cidadãos legítimos.

Questionamento final: o deficiente está de fato incluído socialmente?

quinta-feira, 1 de abril de 2010

MICRI, A CALOPSITA





Lembrarei com enorme alegria os momentos que estive ao lado da minha calopsita Micri. Ele foi um grande amigo da família, sempre alegre, assoviando o hino nacional todas as manhãs. Foi um grande companheiro meu, de meu irmão e de minha mãe, trazendo muita animação para a casa. Sei que não foi proposital, mas o importante é que a existência do Micri foi positiva para todos nós. Gostava bastante deste lindo animalzinho, sempre alegre para nos motivar. Que sua alma esteja em paz.

terça-feira, 9 de março de 2010

O GRANDE(IOSO)SERTÃO:VEREDAS

Após a leitura de Grande Sertão: Veredas, do mineiro João Guimarães Rosa, constatei que o mesmo é um dos melhores livros que já em toda minha vida de estudante. Deste modo, resolvi relatar minhas impressões acerca deste maravilhoso romance da geração literária pós 45. Trata-se de um clássico que relata de forma peculiar a trajetória da personagem Riobaldo, um homem que decide fugir da cidade grande, após o envolvimento de seu suposto pai Selorico Mendes com uma mulher, para se tornar jagunço no sertão mineiro no final do século XIX, com o objetivo de lutar pelo chefe Zé Bebelo, além de afirmar sua individualidade, de forma exclusiva e peculiar, enfatizando também os momentos de conflitos amorosos sofridos pelo narrador ao longo da trama, principalmente no que refere ao “romance” que tem por Diadorim, ao mesmo em que lembra dos relacionamentos que teve com outras mulheres ao longo da vida, com destaque para Otacília, com quem se casa posteriormente. Vale destacar ainda as viagens que Riobaldo realizou com o grupo de jagunços no norte de Minas Gerais, Goiás e início da Bahia. Primeiramente percebe-se o uso da primeira pessoa, como forma de dialogar com o leitor, para que o último reflita a respeito do que o narrador nos conunica ao longo do romance. Para mim, esta é a característica fundamental da narração. Outro aspecto interessante de ser lembrado são os flashbacks de Riobaldo, presentes de forma cinematográfica, dando a impressão de estarmos assistindo a vida do protagonista. Em muitos momentos, me emocionei bastante com os relatos de Tatarana, para os mais íntimos. Destaco assim a passagem que acredito ser a mais bonita ao longo deste ícone da literatura brasileira. Trata-se do momento em que Riobaldo, ainda na infância, passa por um rio no interior de Minas e avista um garoto chamado Reinaldo. A partir daí ambos se tornam grandes amigos, mas a distância os separou por longo período de tempo. Ambos se encontrariam na fase, já na condição de jagunços. Quanto à descrição da natureza, esta é muito bem feita pelo narrador, principalmente no que se refere ao relevo, hidrografia e animais, dentre eles o tão comentado manuelzinho-da-crôa. Outros pássaros também são citados ao longo da trama, com ênfase no som que os mesmos emitem. No que tange as relações amorosas de Riobaldo, nota-se que ocorrem de forma conflitante por parte do protagonista. Percebe-se que o interesse principal de Riobaldo por Diadorim é conflituoso, pois ao mesmo em que Tatarana deseja demonstrar seu afeto por Diadorim não o faz, por devaneios de mulheres com quem o rapaz teve relacionamentos quando mais jovem. Ou seja, Riobaldo tem dificuldades de decisão no que se refere assumir uma relação conjugal com Diadorim ainda na condição masculina, já que o protagonista também ama Otacília. Eis aqui uma primeira reflexão sobre este grande clássico.

terça-feira, 2 de março de 2010

CREPÚSCULO-RESENHA DO LIVRO


Encontrei um resumo muito interessante da Wikipedia sobre o livro "Crepúsculo". Resolvi fazer uma tradução, já que minha profissão é essa.

Isabella “Bella” Swan muda da ensolarada Phoenix,Arizona para a chuvosa Forks,Washington, com o objetivo de morar com seu pai, Charlie, enquanto sua mãe Renée viaja com seu novo marido Phil Dwyer, um jogador de beisebol de uma liga menor. Bella atrai muita atenção em sua nova escola e rapidamente tornou-se amiga de alguns colegas de classe. Para sua consternação, vários meninos competem pela atenção tímida de Bella.
Quando Bella está sentada próximo de Edward Cullen no primeiro dia da garota na escola, Edward se sente totalmente repelido por ela. Ele desaparece por alguns dias, mas aquece Bella em seu retorno; a nova relação atinge o clímax quando Bella é quase atropelada por uma van de um colega de classe. Desafiando aparentemente as leis da física, Edward salva a vida da garota quando ele instantaneamente aparece ao lado dela e pára a van com as próprias mãos.
Bella fica determinada a descobrir como Edward salvou sua vida, e constantemente o atormenta com perguntas. Após enganar um amigo da família, Jacob Black, para dizer-lhe sobre as lendas locais tribais, Bella conclui que Edward e sua família são vampiros que bebem sangue de animais não humanos.
O relacionamento de Bella e Edward é perturbado quando outra multidão de vampiros faz varreduras em Forks. James, um vampiro caçador que fica intrigado com a relação dos Cullens com seres humanos, quer caçar Bella por esporte. A tentativa de Cullens de confundir o perseguidor acaba a desmembrando a relação de Bella e de Edward, e Bella é levada a um hotel em Phoenix para se esconder. Lá, Bella recebe uma ligação telefônica de James, que afirma estar a segurar a mãe da moça em cativeiro. Depois que a mãe é morta, Edward, junto aos demais Cullens, salva Bella e derrota James. Quando eles(os Cullen) percebem que James havia mordido umas das mãos de Bella, Edward suga o veneno da corrente sanguínea de Bella com sucesso e a impede de se tornar um vampiro, após a mesma ser levada para um hospital. Voltando para Forks, Bella e Edward assistem ao baile de formatura da escola e Bella expressa para o rapaz o desejo de tornar uma vampira mais Edward recusa a idéia.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A OBRA LITERÁRIA NO CONTEXTO DA DEFICIÊNCIA

Desde os tempos mais remotos, a deficiência é abordada em várias obras literárias como forma de demonstrar o imaginário da inclusão de personagens na maioria das vezes marginalizados socialmente. De acordo com Silva (2005), falar em imaginário da inclusão, não só em literatura, pressupõe o sentido ideológico oposto de exclusão, que hegemonicamente permeia as relações humanas, refletindo-se em manifestações artísticas e da cultura em geral. Tanto é verdade, que só questionamos sobre inclusão em função de situações concretas de exclusão de várias ordens e de causas tão diversas — econômicas, políticas, religiosas, entre outras — cuja averiguação não caberia investigar no momento, tendo em vista a especificidade do olhar estético ora lançado à projeção desse imaginário. As representações simbólicas, segundo a autora, representam as condições dos indivíduos excluídos dos grupos sociais considerados “normais”. Tais representações manifestam-se em número maior que o otimismo de situações vivenciadas com êxito ou que ultrapassam os obstáculos da vida das personagens nas obras literárias. No entanto, percebe-se que a ocorrência de personagens ficcionais com conflitos solucionados nas estórias de forma autônoma e independente é quase inexpressiva. Para superar os conflitos das personagens em momentos de fraqueza, foram inseridos príncipes encantados, fadas, gênios, considerados forças sobrenaturais, que agem como interventores das personagens indefesas e submissas a situações de exclusão social, como é o caso da Chapeuzinho Vermelho, da Cinderela e da Branca de Neve, que chegam a um final feliz.

PERSONAGENS PSICOLÓGICOS(GIULIANO)-DIÁRIO PESSOAL-08/02/2010

Cada pessoa tem uma personagem que atua em determinado momento do dia. Eu sempre tenho um ou vários que predominam durante o dia. A idéia deste relato é caracterizar as diversas e interessantes facetas da minha personalidade.

Carmo da Costa: Leitor, escritor, criador, mais responsável, valoriza a profissão, transforma sentimento em escrita literária e cumpre as tarefas.
O Disperso: Apaixonado, cria um mundo paralelo/fantasioso, tem sentimento, mas não transita,não aproveita as paixões para expressar seus sentimentos e não aproveita o que tem de bom. Menos responsável com suas tarefas e compromissos. Só vive a paixão/o momento, mais nada. Não cuida muito de sua saúde/seu peso. Só faz o que gosta. Não cria textos e não lê como deveria, pois reserva maior parte do tempo para suas paixões/gostos/diversões.
O Balaio-de-gato: Preocupa com os problemas dele E dos outros. Deseja resolver os problemas, mas faz isto de forma confusa.
Estourado: Aquele que não pode ser contrariado, pois se isso acontece perde a razão. Se não o agradar ele estoura. Não aceita críticas. Briga quando é ordenado a cumprir as tarefas. Só a idéia dele que vale. Pensa que está certo quando briga. Xinga.
Compreensivo: Mais compreensivo. Aceita melhor os argumentos e as críticas, para ele tudo está bom, pois concorda com tudo inclusive no que se refere ao cumprimento das tarefas. Procura fazer o melhor para sua vida. Não briga por nada. Não xinga. Mesmo que não concorde com algo, o faz pelo seu pelo seu próprio bem.
O Perfeito: Se cobra muito. Não aceita erros, pois sempre quer acertar tudo para agradar ele mesmo e os outros. Não pode falhar nunca. Se ele falha, chega o Balaio-de-gato e o Estourado. Arrepende-se muito do que fez.
O Emotivo: Ele é o que chora. Emociona-se com os acontecimentos da vida. É o lado que desabafa, não apenas chorando, mas também conversando para tirar as dores do corpo. Tem algo guardado que precisa desabafar.
O Durão: Não chora e não demonstra nenhum em relação à vida. É machão. Chega a ser frio nas atitudes. Para ele, o choro representa fraqueza.
O Medroso: Não enfrenta seus medos, pois se enfrentá-los não estará confortável. Não desce em locais muito acentuados porque tem medo de cair e se acidentar. Faz de tudo para ficar seguro. Quando tem medo fica com o corpo tenso.